a vida jaz com um suspiro da
morte
o lascivo gosto do rancor
abstrato
em brumas noturnas festejas
displicente ao próprio ato.
os corpos tombam aos milhares
onde se refestelam os vermes da
terra
sangue, carne e ossos em bandejas
fúnebres
banquete mórbido da matéria que
se esfacela.
um agônico suspiro precede o fim
das vozes
cerram-se os olhos dando adeus
à sorte.
ecoando à sua volta trombetas
nefastas;
veloz corcel negro, gélido vento do
norte.
furtiva, aproximas indiferente aos
prantos.
tristeza dos que ficam, alívio pra
quem parte.
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